Pesquisa inédita da Universidade Positivo, de Curitiba, indica que páginas do Facebook propagadoras de notícias falsas começaram a crescer em postagens e interações durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. As páginas analisadas são as apontadas como disseminadoras de desinformação no relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, publicado em abril de 2020. Os dados da pesquisa foram publicados primeiro pela Folha de S.Paulo.
O estudo usou dados do CrowdTangle, ferramenta do próprio Facebook que permite o monitoramento de interações na rede social Foram analisadas publicações e interações de 27 páginas do Facebook de 2010 a 2020. Os pesquisadores identificaram momentos-chave para a ampliação da influência dessas páginas:
Os dois momentos de maior efervescência das páginas apontados no estudo são os primeiros meses de mandato do Presidente Bolsonaro, em 2019, e o início da pandemia de Covid-19 no Brasil, em março de 2020. As interações alcançam o ápice após a Polícia Federal cumprir mandatos relacionados ao inquérito das Fake News. Depois disso, há tendência de queda nas postagens e interações.
Os pesquisadores também identificaram a desativação em massa da grande maioria das páginas identificadas no relatório da CPMI. De um total de 843, 741 não existiam mais quando a pesquisa começou.